ESTRADA PARA O MUNDO – Condors e Caronas Kamikazes no Incrível Vale do Colca

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15_colcaVale do Colca é um cânion formado pelo rio Colca, no sul do Peru, localizado a cerca de 160 quilômetros a noroeste da cidade de Arequipa. Com uma profundidade de mais de 3.000 metros, é o segundo canion mais profundo do mundo. Só para comparação, é mais de duas vezes mais profundo que o Grand Canyon, nos Estados Unidos.

Colca é um colorido vale andino, historicamente povoado por povos pré-incas e por cidades fundadas na época colonial espanhola, o cânion ainda é habitado pelas culturas collagua e cabana. As populações locais mantém suas tradições ancestrais e continuam a cultivar os terraços agrícolas construídos pelas civilizações antigas.

Bem vamos lá, o caminho de Arequipa para o Colca Canyon dura entre 4 e 5 horas, boa parte da viagem, sobre as lindas paisagens da cordilheira dos Andes, F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O. Llamas, Vicunhas, muita cultura, os famosos campos agrícolas, e o comum sobe e desce, chegando ao nível máximo de 4.910 mt de altitude.

A primeira noite acampamos na famosa Cruz del Condor. O estacionamento é super seguro e tem um banheiro disponivel. Um outro avanço do “acampamento” estacionamento na Cruz del Condor, é que você pode observar o voo dos condores bem cedinho. O espetáculo dos condores normalmente começa umas 7h da manhã e vai ate umas 10h30, quando começa a esquentar. Nestes dias em especial, eles estavam bem próximos. Realmente algo para guardar na memória para sempre

09_colcaCuriosidade: Chamado de “Kuntur” em quechua, o condor foi considerado pelos incas um “mensageiro dos deuses” e simboliza a força, a inteligência e o enaltecimento. Bem, depois disso, seguimos até Cabanaconde para fazer uma trilha.

O plano era de fazer uma trilha de 3 dias / 2 pernoites. Mas na descida de 3.300 mt à 1.900 mt, o Eder machucou o tornozelo. Assim nos dormimos a primeira noite na Oasis e o dia seguinte subimos com dificuldade uma ladeira de 4 km até Malate e depois Cosnirhua.

Bem, a trilha é muito cansativa, tanto descendo quanto subindo; mas de LONGE, vale e muito a pena – o cenário é fantástico. Depois da subida estávamos com uma super fome.

Depois de um café de manha (arroz e ovo frito ) em Cosnirhua, tinhamos bastante energia para continuar a nossa trilha. O plano era descer até San Juan e subir ou outro dia, mas descendo, infelizmente voltou a dor no pé do Edinho. Por azar, perdemos o ônibus por exatamente 30 segundos.

Um peruano muito amável ofereceu uma carona no carro da empresa dele; aceitamos não sabendo que iamos dividir a caçamba de uma camionete com mais 4 pessoas e ferramentas, com um motorista bêbado e kamikaze!13_colca

Bem quando depois de 20 minutos suando para caramba o pneu da frente do carro estourou, eu pessoalmente fiquei muito feliz porque não sabia como sobreviver se sofrêssemos (e não faltava muito) um acidente, que alem de tudo, cairíamos num precipito 1200mt morro abaixo. Por mais sorte, apesar de ser mecânico ele não tinha a chave de roda do carro, assim, depois de uma delonga, o carro de um sindicato passou e deu carona a todos nós UUUUUUUUUUUFA.

Continuamos nossa viagem (agora seguros dentro do Max) ate Chivay (uma pequena cidade no vale que nao tem muito charme) onde nos dormimos. No dia seguinte seguimos a nossa viagem visitando ainda outros povoados pequenos e lindos no Vale, antes de ir na direção de Cusco.

Sobre ESTRADA PARA O MUNDO – Claudia e Ederson
Pilotado pela alemã Claudia Schweizer e o brasileiro Ederson Sarmento, o projeto prevê além de um roteiro global anti-horário, a possibilidade de embarque de caronas para participação em pequenos roteiros durante a viagem. Apaixonados por cultura, esportes e culinária, o casal rodará numa Land Rover Defender, adaptada para as funções de casa, cozinha e sala de visita à amigos e viajantes.
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