MUNDO AFORA – Panela Velha é que Faz Comida Boa (Parte 2)

Veja esta matéria na íntegra na Edição #5 da REVISTA OVERLANDER ou Parte 1 aqui e Parte 3 aqui

Quando se pensa em viajar de carro, o primeiro veículo que vem à cabeça da maioria das pessoas é um carro robusto, forte, 4×4, que aguente o tranco. Mas não é bem assim, o mais importante em uma “viagem dos sonhos” não é o veículo mas sim o estilo, vontade e atitude. Conheça a história do segundo de três casais que desbravam o mundo com seus carros antigos, mais que especiais!

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VERANEIO VIAJANTE – Ivan Rodrigues e Flor Pinheiro

VIAJAR É TUDO

Viajar é um dos atos que mais dá prazer às pessoas. Viajar liberta, viajar acalma, viajar te faz conhecer lugares diferentes, comidas diferentes, culturas diferentes, pessoas diferentes.

Viajar por si só já é muito bom, mas viajar de carro é melhor ainda porque te dá liberdade de ir aonde quer, de seguir quando quer, de parar quando quer. Agora viajar com um carro antigo, ah, isso é inexplicável (e inesquecível). Viajar com um carro antigo é levar consigo uma paixão, é contar uma história.

Quando decidimos viajar pela América do Sul pensamos em todas as possibilidades: avião, ônibus, bicicleta, carona… mas e a Veraneio? O Ivan a tem há 17 anos.

— Tá louco, a Veraneio tem mais de 40 anos, não vai aguentar.

Ledo engano, um ano depois estávamos nós partindo com ela para aquele que seria o melhor ano de nossas vidas!

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PELA ESTRADA AFORA

Foram 13 meses enfrentando frio, calor, chuva, vento, saudades, medos, incertezas. Mas e ela, pelo que ela passou? Ela provou ser muito mais forte do que imaginávamos. Ela enfrentou lama, terra, concreto, rípio, neve. Congelou a lataria com –8°C na Patagônia e viu um porta-cartões de visita derreter sobre o painel com 45°C no Maranhão. Chacoalhou até quase desmontar no rípio da Ruta 40 e viu o tom azul-turquesa do Caribe. Estava sempre ali pronta para nos conduzir e defender, não importa sob quais condições.

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O fato de viajarmos com um carro antigo nos abriu muitas portas que um carro comum não abriria. Na Argentina, por exemplo, um homem se aproximou da gente para perguntar de onde era aquele carro que ele dizia não conhecer. Três dias depois estávamos nós sentados à sua mesa de cozinha cantando parabéns para mim, fruto de uma festa surpresa que a família organizou porque era meu aniversário. Em outra ocasião, em um momento de tensão quando uma peça se quebrou, vimos o mecânico prontamente nos oferecer ajuda, nos deixar dormir em sua garagem e tomar banho em sua casa, além de cobrar praticamente só o valor gasto com peças.

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NOSSO PORTO SEGURO

Nesses 13 meses nós conhecemos tanta gente, tantos lugares, tantas histórias e sonhos. Relembrar como foi viver esse tempo na nossa “casa móvel” de mais de 40 anos traz à tona sentimentos difíceis de ser explicados. Aqueles 3 metros quadrados em que nos encaixávamos para dormir nos fazia sentir protegidos e felizes. Estar na estrada por tanto tempo é algo que poucos conhecem, estar na casa de pessoas desconhecidas e ser bem recebido nos fez acreditar na humanidade, acreditar que existem pessoas boas, acreditar que nem só de tragédias vive o mundo. E viver tudo isso a bordo de um carro com mais de 40 anos que fez tudo por nós e não nos deixou na mão em nenhum momento só fez com que o prazer e a paixão por esse estilo de vida aumentassem.

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2 thoughts on “MUNDO AFORA – Panela Velha é que Faz Comida Boa (Parte 2)

  1. José Domingues Guimarães Ribeiro

    Alem da coragem de enfrentar a viagem há a agravante do carro antigo. Para quem conhece um pouco de mecânica não há problema, mas para alguém como eu – analfabeto neste ponto, seria horrível. Os admiro, assim como todos os outros que mostram esta coragem. Há algum tempo – bastante – estou mentalizando algo assim, mas minha mulher não quer nem pensar na hipótese de me acompanhar. Eu tenho um Troller, quase novo, e não tenho problemas financeiros, pois sou aposentado pelo serviço público. Agora, dia 28 de fevereiro, parto para a África onde farei um safári fotográfico. Em abril vou partir para as chapadas para ver como suportarei o Troller. Se me adaptar será a hora de sair pelo mundo. Antes tarde do que nunca, pois além de ter certa dificuldade de locomoção – acidente – tenho 71 anos. Mas ou enfrento agora ou nunca mais.

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    1. Overlander Post author

      Olá José, Obrigado pela sua participação e pelas palavras. Sem dúvida, é necessário um pouco de coragem, mas na verdade o que mais importa é a atitude e vontade de realização. Os problemas e dificuldades haverão, não há dúvidas, mas com uma atitude positiva, tudo se resolve e a vida continua muito bem. Temos certeza que no momento certo, suas viagens acontecerão e você curtirá novas experiências pelas estradas da vida. Quanto a sua viagem para a África, desde já boa viagem e aproveite bastante, mas quando voltar nos escreva para contato@overlanderbrasil.com pois temos uma seção chamada “Minha Viagem” no qual podemos adicionar suas aventuras também. Abraços, Equipe Overlander

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