MUNDO POR TERRA – Explorando a Grécia

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Em busca de temperaturas mais amenas, depois da Bulgária e da Macedônia, planejamos dirigir ao sul, o mais próximo possível da costa. E o país que atendeu aos nossos quesitos foi a Grécia. Mas claro que não fomos para a Grécia só para fugir do frio. Ela já estava em nossa lista de desejos há muito tempo.

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Era baixa temporada para o turismo e por isso, grande parte da infraestrutura estava fechada. Mas para nós, que somos autossuficientes com nosso carro, isso foi perfeito, pois tivemos a maioria dos lugares quase só para nós, algo que deve ser impossível no verão. Quando entramos na Grécia pelo norte, fomos logo para uma de suas maiores belezas, Meteora, cujo significado é “no meio do céu”. Já no primeiro momento que a vimos, entendemos o porque de seu nome. Pilares rochosos que levaram aproximadamente 60 milhões de anos para se formarem sobem rumo ao céu e no topo deles, a quase 400m de altura, encontram-se monastérios praticamente suspensos no ar. Acredita-se que os primeiros monges vieram para a região no século 9 e estes viviam isolados dentro de cavernas, reunindo-se esporadicamente só para rezar.

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Visitamos dois monastérios, o Ágios Stéphanos (Santo Estêvão), fundado em 1400 e o Megálos Metéoros (Grande Meteoro ou Mosteiro da Transfiguração). O primeiro possui uma igreja com o interior todo pintado. Não há um milímetro sem tinta e as pinturas possuem muitos detalhes. Por fora da igreja as imagens são fortes, representando o pecado, o sofrimento e a vida mundana entre o céu e o inferno. Dentro as imagens são de uma vida elevada, da trajetória de Jesus e haviam muitas pinturas de reis, santos e pessoas importantes. No segundo monastério pudemos ver como era e é a vida monástica, conhecemos a antiga cozinha, a vinícola, a igreja e um museu.

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A Grécia é considerada o berço do mundo ocidental. Foi lá que surgiu os conceitos de democracia, os Jogos Olímpicos, a filosofia, a literatura e o teatro ocidental, a historiografia, a ciência política e a maioria dos princípios científicos e matemáticos. De acordo com a mitologia grega, Zeus soltou duas águias em lados opostos do mundo e elas se encontraram na cidade de Delfos, A Antiga Delfos está inserida num lugar lindo e ao redor das ruínas do Templo de Apolo, há ruínas de várias capelas, os chamados tesouros, construídas pelas cidades-estados gregas para guardar as oferendas ao Deus Apolo em forma de comemoração ou agradecimento aos seus benefícios. No complexo muitas estruturas são réplicas, mas as peças originais nós pudemos aprecia-las no museu.

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Depois de Delfos veio Atenas, a capital da Grécia moderna e uma das cidades mais antigas do mundo. É uma cidade enorme, com mais de três milhões de habitantes e nessas cidades, geralmente, temos dificuldade de achar um lugar bom e barato para ficar. Dessa vez achamos um estacionamento bem no centro, onde pudemos estacionar e passar a noite no carro. Com o Lobo num lugar seguro, saímos a pé para conhecer a cidade. No alto de um morro um dos principais símbolos da Grécia se destacou, a Acrópole de Atenas e essa é uma ruína que merece respeito, tanto por seu tamanho e imponência, como por sua beleza. O principal templo, que insiste em se manter de pé até hoje, é o Parthenon, dedicado a Deusa da sabedoria Atena, patrona da cidade que levava seu nome. Atenas possui tantas ruínas gregas, romanas, bizantinas e otomanas que chega a cansar. Imaginem que em algumas das obras mais importantes do mundo, depois de vermos tantas, chegamos a pensar: “Ah, mais uma!”, como se fosse algo insignificante. Os Deuses gregos devem ter ficado loucos.

Alguns quilômetros ao sul cruzamos o Canal de Coríntio para entramos na Península do Peloponeso, onde encontramos uma Grécia bem rural, com muitas plantações de oliva e cítricos. As flores abundavam por todos os lados e anunciavam a chegada da primavera. Dirigimos por estradas cênicas acompanhando penhascos a beira-mar e assim que deixávamos a costa, saíamos do nível do mar para ultrapassar os 1000m de altitude.

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Em Náuplia subimos a pé até o Castelo Palamidi, de onde tivemos uma vista espetacular da cidade com seus casarões de três andares, pés-direitos altos e balcões. E no final do dia caminhamos por suas ruelas arborizadas com tangerineiras cheias de frutas. Mas a grande atração da península foi Monemvasia, uma pequena vila medieval do ano 583, localizada numa ilha rochosa conectada ao continente por um dique artificial. Neste lugar tiramos fotos típicas de cartão postal da Grécia: a vila com fachadas rebocadas em tons naturais e ao fundo o mar azul e cristalino. Impossível não se render aos encantos deste lugar.

Em Gythio, antigo porto de Esparta, passamos em frente a ilha de Cranae, que dizem ser o local onde o príncipe de Tróia casou-se com a princesa de Esparta, desencadeando a Guerra de Tróia. Esta guerra ficou conhecida na história devido a tática usada por Esparta para invadir as muralhas impenetráveis de Tróia. Foi desse episódio que surgiu a expressão “presente de grego”, que significa receber um presente ou dádiva que lhe traz prejuízos ou que não acontece beneficamente, como era para ser.

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Na península de Mani chegamos ao nosso ponto mais ao sul da Europa: 36° 39’ 43,6”N, 22° 23’ 27,45”E. Dali para frente, rumamos ao norte novamente. Mas ainda havia uma ruína em nosso caminho que não poderíamos deixar de visitar, Olímpia. Nós não assistimos os Jogos Olímpicos no Brasil no ano passado, então, em compensação, fomos ao local onde esse grande evento começou, em 776 a.C. As ruínas estão viradas em ruínas. Para tentarmos visualizar como aquilo era antigamente, tivemos que usar muita imaginação. Mas a energia de se estar ali e só de pensar em tudo que se sucedeu ao longo desses mais de 2.500 anos, foi de arrepiar.

Deixamos o Peloponeso de ferry e dirigimos para Lefkada. Ali os dias de céu azul passaram a fazer parte de nossa viagem e nosso termômetro chegou a registrar 19°C, sensação de calor que nós nem lembrávamos mais como era. A costa oeste desta ilha possui praias paradisíacas, com mar azul turquesa contrastando com penhascos brancos. Acampamos na praia Porto Katsikie cujas águas azuis nos convidaram para uma remada. De longe o mar parecia calmo, mas tivemos dificuldades para colocar e tirar a canoa d’água, pois na realidade, ele estava bem agitado. Remamos a beira dos penhascos que possuíam grutas e cavernas escondidas e a sensação de flutuar naquela imensidão azul cristalina foi indescritível.

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Ao norte passamos por mais uma cidade agradável, Joanina, com um castelo as margens de um lago e quando vimos, já estávamos na fronteira da Albânia. A tão esperada Grécia estava ficando para trás. De lembrança, trazemos as lindas imagens que podem ser apreciadas neste diário e dois litros de azeite de oliva comprados direto do produtor. Não poderíamos ter melhor souvenir.

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