MUNDO POR TERRA – Hungria e Eslováquia

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Chegou a vez da Hungria e da Eslováquia. Nós não tínhamos grandes planos para esses dois países. Queríamos apenas cruzar a Hungria e a Eslováquia e ir aproveitando o que fosse aparecendo em nosso caminho. Mas depois de 13 dias por essas terras, podemos dizer que ficamos realizados com o que vimos. Terras que ainda possuem muita cultura e tradição.

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Começamos a viagem na Hungria pela planície Panônia, também chamada de Bacia Cárpata, que nos pareceu uma versão em miniatura do Pantanal Brasileiro. Passamos por diversas fazendas com solo arenoso e muita poeira, de onde vimos animais, como veados pastando nos campos abertos e pássaros fazendo algazarra nas áreas alagadas. A areia exposta pelo desflorestamento começou a se movimentar formando dunas sobre as plantações e vilas e hoje, como uma tentativa para recuperar essas áreas degradadas, foi criado o Parque Nacional Kiskunsagi.

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Seguimos viagem ao norte margeando o rio Danúbio, de vila em vila e a Páscoa celebramos em Visegrad, local escolhido pelos reis húngaros para se protegerem dos ataques mongóis. Subimos até a Citadela para termos uma vista panorâmica, demos uma espiada no Palácio Real, que já foi um dos maiores da Europa Central e almoçamos um “Transilvanyan Wood Plate” (frango, porco, bacon, salsicha, batata, pepino e repolho doce) num restaurante local. Ainda na Hungria visitamos a Basílica de Esztergom, maior igreja do país, mas a melhor vista desta imponente construção tivemos do outro lado do rio, quando já estávamos na Eslováquia.

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É fácil cruzar fronteiras quando se está na Zona Schengen, onde 26 países europeus desfrutam de uma política de fronteiras abertas e de livre circulação de pessoas. Ou seja, não tivemos que enfrentar burocracia de fronteira. Na Eslováquia os jardins estavam floridos, especialmente com tulipas, que eram as flores que mais chamavam a atenção por sua beleza. Além disso, percebemos que as vilas por onde passávamos possuíam postes com alto-falantes, em distintos locais das vilas, que nos intrigaram de sua serventia. Mais tarde, em conversa com um local, descobrimos que são uma espécie de rádio da prefeitura para dar avisos, notícias, comunicar falecimentos, etc. Um hábito antigo que as pequenas comunidades ainda preservam em meio ao mundo digital.

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E que riqueza arquitetônica possui a Eslováquia, com detalhes diferentes do que estávamos acostumados a ver na Europa Ocidental. A cidade de Banska Stiavnica é lindíssima. Depois visitamos as vilas tradicionais de Vlkolínec e Cicmany, com suas casas de madeira pintadas. No norte do país pretendíamos explorar as montanhas Tatras (parte mais alta da cordilheira dos Cárpatos), mas estavam inacessíveis devido a uma forte nevasca. Mudamos de planos então e ao invés de caminharmos nas montanhas, fomos para um restaurante comer. Que contraste, mas não há coisa melhor para se fazer do que comer num dia de frio e neve. Fomos no restaurante Salas Krojinka em Ruzomberok, onde nos deliciamos com um refogado de carneiro acompanhado de pirogue de batata, bacon e queijo brindza (um queijo de carneiro com cheiro e gosto forte, típico dessa região europeia).

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Depois da nevasca fomos presenteados com um dia lindo e o aproveitamos para conhecer a região de Terchová. que é a cidade natal de Juraj Janosik. De acordo com a lenda, Janosik roubava dos ricos para dar aos pobres e se tornou o Robin Hood local e um orgulho nacional. A pequena vila de Terchová também é o ponto de entrada do Vale Vratna e do Parque Nacional Mala Fátra. Dirigimos até o final do vale e de lá partimos a pé, caminhando sobre a neve fresca até um local chamado Chata na Gruni, de onde tem-se uma das melhores vistas da montanha Velky Rozsutec (1610m), considerada uma das mais bonitas da Eslováquia. Suas rochas se destacam no meio das demais montanhas cobertas por florestas verdes.

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E por fim chegamos em Bratislava, onde encontramos um ótimo lugar para acampar: de frente para o rio Danúbio e do outro lado do centro histórico da capital. Passamos apenas um dia por ali, pois no outro dia (23 de abril de 2017) tínhamos um encontro marcado em Viena, na Áustria. Reencontraríamos nossos amigos Werner e Delphine, que conhecemos há dez anos atrás na Austrália em nossa primeira volta ao mundo e que desde então não os víamos. Para esse momento tão importante fomos a um shopping em Bratislava dar um trato em nossa aparência, hehe. Compramos calças novas, já que as nossas, de tão usadas e surradas, estavam em trapos. Saímos dos trocadores outras pessoas e as calças velhas ficaram num lixeiro do shopping. Estávamos prontos para seguirmos ao próximo país.

Sobre MUNDO POR TERRA – Roy & Michelle
Volta ao Mundo 2 – Pretendemos atingir a Latitude 70° Norte em 3 pontos no globo: Prudhoe Bay (Alasca), Nord Kap (Noruega) e Pevek (Rússia).
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