OVERLANDERS EM DESTAQUE – Segredos da América Central (Parte 2)

Veja esta matéria na íntegra na Edição #4 da REVISTA OVERLANDER

Overlanders compartilham algumas memórias especiais de suas passagens por este mosaico surpreendente que é a América Central, separando a América do Sul  e a América do Norte.

Veja a segunda história . . .

Parte 1 aqui >>>> e Parte 3 aqui >>>>

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PISCINAS NATURAIS, CONTATO COM  O POVO E BUROCRACIA

Lucas Stofel Gonzaga e Alice Gomes Miranda – www.megamacaqueiros.wixsite.com

Nossa experiência pela América Central foi bem marcante. Países de cultura forte, contrastes e belezas, nos proporcionando histórias memoráveis. Uma delas foi em um trecho da Guatemala, bem no coração centro-americano.

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Piscinas Naturais

Partindo do Lago Atitlán, cercado de vulcões, dirigimos 290 km durante 11 horas. Nosso destino era Semuc Champey, um complexo de piscinas naturais e cachoeiras de águas cristalinas esverdeadas, localizada entre montanhas. O lugar é, de alguma forma, um mistério. Um rio desvia seu curso, entra em uma caverna e sai dela 300 metros depois. Acima dessas grutas se formam poços de água límpida abastecidos com pequenos riachos que vêm das montanhas, onde se pode desfrutar da natureza nadando, mergulhando e refrescando-se depois das diversas opções de trilha. Uma das que mais gostamos foi a que leva a um mirante, de onde se tem uma vista quase aérea da região.

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Nos 290 km que percorremos, a estrada era muito ruim. A maior parte era de terra e as partes com asfalto tinham muitos buracos. No último trecho só foi possível percorrer com marcha reduzida. Para delongar mais a viagem, deparamos com várias barreiras de cordas feitas por crianças e pessoas dos povoados para pedir dinheiro ou vender frutas, como um pedágio – se não pagar, não passa.

Temos uma filosofia de nua dar propina ou dinheiro. Nesse dia, em algumas barreiras conseguimos nos livrar, em outras demos biscoitos, chocolate, lembrancinhas; já em outras compramos as frutas. Apesar desse inconveniente, a vista era espetacular e passar pelos povoados nos permitiu ver as pessoas com seus trajes típicos bem coloridos, os mercados de rua, as construções bem simples e os olhares curiosos para o nosso carro.

Contato com o Povo

Nossa maior recompensa foi chegar ao nosso destino fial, Semuc Chamey, e passar o dia nos divertindo nesse paraíso natural. No fial da tarde, conversamos com o pessoal na entrada do parque e dormimos ali mesmo no estacionamento. Ainda pudemos ter um contato com as pessoas do lugar que vendiam comidas e artesanatos, em sua maioria mulheres. Os meninos dos povoados vieram jogar futebol no estacionamento vazio, e as crianças que estavam ali, ajudando os pais ou vendendo chocolates, vieram nos cercar curiosas para  ver o carro.

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Ficamos horas conversando e elas nos pediram o restinho da Coca-Cola que compramos para espantar o calor. Um fato bem interessante é que, falando sobre músicas do Brasil, começaram a cantar “Ai se eu te pego”, e cantaram direitinho em português, dizendo: “Melissa, Melissa…”.  À noite não tinha eletricidade e, no escuro, ouvimos várias pessoas vindo dormir nas mesas e bancos de madeira da portaria do parque. Pensamos que poderia ser um dos vigias, sua família, e as vendedoras.

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Uma realidade que nos entristeceu na Guatemala foi o tanto de crianças que vimos trabalhando, principalmente nos lugares turísticos. Conversando com uma, perguntei se não ia à escola e ela me respondeu: “Às vezes”. Perguntei ainda o que aprendia na escola e me respondeu que “aprendia a trabalhar” e logo saiu correndo, pois sua mãe não podia vê-la conversando. Deu um nó na garganta.

Burocracia

Retomando a viagem, era hora de cruzar outra fronteira, fenômeno que acontece muito quando se viaja pela América Central, devido ao tamanho dos países. Os dias de fronteiras são geralmente tensos e cansativos, pois temos que resolver muita burocracia, depender da boa vontade dos oficiais e ainda paar muitas taxas.

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Na América Central existe taxa para tudo: taxa da prefeitura, turista, carro, seguro, taxa do carimbo de entrada e saída, e outras que não sabemos o porquê. Há muitos papéis a serem entregues e carimbados em lugares diferentes e as informações passadas pelos agentes da aduana nem sempre são precisas, o que dificulta muito paa os viajantes de carro. Nos dois lados das fronteiras existem os nativos que querem te auxiliar nos trâmites em troca de uma gorjeta. Nunca usamos esse serviço e com um pouco de paciência conseguimos passar bem por todas elas.

Veja esta matéria na íntegra na Edição #4 da REVISTA OVERLANDER

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