OVERLANDERS EM DESTAQUE – Segredos da América Central (Parte 3)

Veja esta matéria na íntegra na Edição #4 da REVISTA OVERLANDER

Overlanders compartilham algumas memórias especiais de suas passagens por este mosaico surpreendente que é a América Central, separando a América do Sul  e a América do Norte.

Veja a terceira história . . .

Parte 1 aqui >>>> e Parte 2 aqui >>>

017_AmericaCentral

MARAVILHAS DO MUNDO MAIA

Dan Suguio e Liene Mayumi Araki – www.zanzando.com

Com cerca de 742 mil km2 e formada por sete países na sua porção continental e inúmeras ilhas, a América Central é um istmo que une a América do Sul e a América do Norte.

Apesar de ter sido o berço da importante civilização maia, que no seu apogeu chegou a alcançar 2 milhões de habitantes, hoje a América Central tem pouca relevância no cenário econômico mundial. Com raras exceções, o conhecimento que nós brasileiros temos da América Central não vai muito além da história do Canal do Panamá, contada pelos norte-americanos, e dos inúmeros conflitosarmados e guerras civis que assolaram a região.

E é perigoso? Não! Em nossa opinião, a América Central não é mais perigosa do que os grandes centros urbanos brasileiros, como São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, somos da opinião de que se você fiar preocupado vai acabar vendo perigo em tudo e estará fechado para conhecer uma das regiões mais culturalmente ricas e bonitas que conhecemos durante a nossa viagem de carro pelas Américas.

020_AmericaCentral

Panama

Porta de entrada da América Central para quem vem da América do Sul, o Panamá é um país pequeno em extensão que só conseguiu a soberania plena sobre seu território com a devolução do Canal do Panamá pelos EUA em 1999.

Viajar pelo Panamá é mergulhar na história da Guerra Fria. Aqui os norte- -americanos construíram bases e instituições de ensino, como a Escola das Américas, de onde saíram muitos ditadores latino-americanos famosos por seus crimes contra a humanidade, como o general Leopoldo Galtieri (Argentina) e Manuel Noriega (Panamá).

016_AmericaCentral

Mas deixando de lado a história, hoje o Panamá é um país em desenvolvimento, impulsionado, é claro, pelo Canal do Panamá, por onde já passaram mais de 1 milhão de navios. A capital, Cidade do Panamá, é uma mistura de prédios modernos, bairros que parecem os subúrbios de uma cidade norte-americana na área antes ocupada pelos EUA, e construções de estilo colonial em pedra na região conhecida como Casco Antiguo. Saindo da capital, os maiores atrativos são as praias de lugares como Playa Santa Clara, onde estrangeiros, especialmente norte-americanos e canadenses, aproveitam a aposentadoria, e a mais tranquila e isolada Playa Venao.

019_AmericaCentral

Mercado Comum Centro-Americano

Deixando o Panamá, ingressamos no MCCA (Mercado Comum Centro-Americano), que é um bloco econômico formado por Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala. Infelizmente tivemos um contratempo na imigração da Costa Rica, nos deram apenas cinco dias de visto, mas isso foi ótimo pois tivemos a chance de passar mais tempo na Nicarágua, El Salvador e Guatemala.

Praias incríveis como Playa Madera (Nicarágua) e Playas Esterón e El Zonte (El Salvador); cidades coloniais magnífias como Granada e León (Nicarágua), Suchitoto e Santa Ana (El Salvador) e Antigua Guatemala (Guatemala); e vulcões, muitos vulcões, como o Masaya (Nicarágua), que é conhecido como a Boca do Inferno. Lugares espetaculares! Tudo nesses países encanta e seria possível fiar bem mais dos que os 90 dias que são dados para os turistas que visitam os países do CA-4 (Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala). A comida de rua, com peixes fritos na hora por 3 dólares na Nicarágua e as deliciosas pupusas de El Salvador; as pessoas, que são simples mas sempre solícitas e gentis; e a paisagem, que é um espetáculo a parte.

018_AmericaCentral

Também tivemos o privilégio de acompanhar algumas das procissões de Páscoa em Antigua Guatemala, que duram o dia todo e passam por ruas enfeitadas com lindos trabalhos feitos durante a noite toda pelos moradores.Mas o ponto alto de todo o trecho da América Central foi conhecer as ruínas maias de Copán em Honduras e Tikal na Guatemala, que só não levaram o título de uma das Sete Maravilhas Modernas do Mundo por não estarem localizadas na Riviera Maia mexicana.

022_AmericaCentral

E para fechar nossa passagem pela América Central, uma rápida estada em Belize. Não há muito o que fazer no continente, mas para quem gosta de mergulho, as ilhas de Caye Caulker e Caye Ambergris são um prato cheio, já que estão localizadas a poucos minutos da segunda maior barreira de corais do mundo. E foi no espírito “vá devagar” e “sem camisa, sem sapato, sem problema” de Caye Caulker que nos despedimos da América Central e de uma das mais incríveis experiências dessa viagem.

Veja esta matéria na íntegra na Edição #4 da REVISTA OVERLANDER

Ediçao #7 Chegou

01a_SingleMag

Melhores Preços na Loja Overlander

01-SideBarAd_50

Coleção Overlander

10b_New_all_Items_blue_sidebar

Deixe uma resposta