SUPERDICA – Darién Gap (Parte 3)

Veja esta matéria na íntegra na Edição #5 da REVISTA OVERLANDER ou Parte 1 aqui e Parte 2 Aqui

Um famoso trecho de floresta com algo em torno de 100-160 km e charcos que atravessam as fronteiras colombiana e panamenha. Não só separa dois continentes e corta a rodovia pan-americana, mas também quebra o mito de que se pode dirigir do Ushuaia ao Alasca. É preciso passar de navio pelo mar ou voar de avião!

Com isso em mente, convidamos três projetos brasileiros, que acabaram de realizar a travessia, para compartilhar suas experiências – cada um da sua forma, dando dicas do processo. Conheça a história do terceiro e último . . .

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ALGO DIFERENTE – Novos Olhos (Guto e Jane Oliveira)

ENVIO DO CARRO

Assim que entramos no Colômbia recebemos a mensagem de um casal de argentinos para dividirmos um contêiner de Cartagena para Colón, no Panamá. Nosso tempo no país acabou coincidindo e começamos os preparativos para embarcar os dois carros juntos em Cartagena. Optamos por contratar o embarcador diretamente, pois isso nos geraria uma economia de US$ 300,00 por carro. Fizemos um processo para os dois veículos, ou seja, apenas um Bill  of Lading.

A exportação foi feita no nome do argentino e ele acabou fiando com a maior parte do trabalho, sempre bem instruído pelo embarcador. Na data definida paa o embarque levamos os carros até o porto em Cartagena. Eles foram pesados e levados por nós a uma área designada para a inspeção de narcóticos, aduana e estufagem do contêiner. Depois de bastante atraso, os carros estavam liberados para irem ao contêiner.

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VELEJANDO PELO CARIBE

Quem nunca sonhou em velejar pelo Caribe? O custo por pessoa da travessia Cartagena – Porto Lindo, no Panamá girava entre US$ 450,00 a US$ 550,00 por pessoa com direito a um passeio pelo arquipélago de San Blas. Um custo proibitivo para nós.

Resolvemos ir ao Yacht Club da cidade para ver se encontrávamos uma alternativa mais barata, e conhecemos um capitão que morava em seu barco com a namorada e três filhos. Ele topou nos lvar ao Panamá por US$ 1.000,00 porto a porto, sem o passeio em San Blas. Mesmo assim, em termos de custo, parecia que valia mais a pena irmos de avião.

Antes de definirmos s passagens resolvemos fazer uma oferta para o capitão, US$ 500,00 para os quatro e levaríamos a nossa própria comida. Ele topou e o sonho de cruzar os mares do Caribe a bordo de um veleiro começou a se concretizar!

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Chegamos ao Yacht Club com todas as nossas coisas no horário que ele havia marcado. Tivemos que aguardar fora do barco até que eles fializassem os preparativos, foram 4 horas de espera. Depois de embarcarmos houve mais espera, pois havia mais um passageiro com sua moto e eles precisavam de uma lancha para trazer a moto que viria em cima do veleiro também. O carregamento da moto acabou fiando para o dia seguinte e dormimos no barco ainda ancorado.

Com tudo ajeitado partimos rumo ao mar aberto. O capitão era muito simpático e gostava de contar histórias, e nossas crianças se divertiam bastante com seus filhos. O clima a embarcação estava indo muito bem, com lindos nasceres e pores do sol.

Até que o capitão começou a apresentar sérios problemas de comportamento. O cidadão usava drogas na frente de todos, inclusive de seus filhos, e após um briga com sua namorada, mudou drasticamente. Começou a implicar e brigar pelo uso da água — ele fechou a água e tínhamos que pedir permissão para poder lavar a louça e nos lavarmos. Também começou a implicar com nossos eletrônicos quando precisávamos carregar.

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Eles tinham a bordo um filhote de achorro que, além de ser maltratado, gritava a noite inteira. Na última noite antes de chegarmos ao Panamá pedimos para que ele desse um jeito no cachorro. Foi a gota d’água. Ele gritava dizendo que ali era a casa dele e que iria nos expulsar do barco assim que atracássemos no porto. Trocamos algumas farpas desnecessárias e fomos dormir.

Chegamos a Porto Lindo de madrugada. O capitão comemorou com rum e foi dormir. Acordamos cedo, arrumamos nossas coisas, acenamos para um barco táxi e abandonamos o veleiro cedinho. Já no pequeno povoado fomos ao escritório da imigração, mas descobrimos que era feriado nacional e que eles voltariam a atender somente dali a três dias.

Não voltaríamos para o barco por nada. Fomos para uma pequena pousada e acabamos fiando três dias no Panamá sem visto. Na segunda-feira pela manhã estávamos na frente do escritório da imigração aguardando o capitão para carimbarmos nosso passaporte. Pela lei somente o capitão da embarcação pode fazer a imigração da tripulação. Procedimentos feitos, cada um para seu lado. Agora era o momento de buscar o carro no porto de Colón.

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RETIRADA DO CARRO

Fomos de ônibus até Colón para encontrar os argentinos e retirar os carros. Antes da retirada precisávamos fazer o seguro obrigatório veicular em outro local. Com o seguro em mãos, fomos à aduana pegar a permissão para circular com o carro e depois ao porto fazer os trâmites para a retirada dos veículos.

Acabamos conhecendo uma incrível família brasileira: o Rodrigo, a Favia, a Isabela e a Laura, e com eles fomos fialmente conhecer o magnífio arquipélago de San Blas, um excelente prêmio por tudo o que passamos com o capitão da perna de pau, do olho de vidro e da cara de mau!

Veja esta matéria na íntegra na Edição #5 da REVISTA OVERLANDER

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