VAN COM TUDO – Uma Casa Menor por um Quintal Bem Maior

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001_introSão três meses fora de casa, vivendo dentro de um motorhome. Um casal de Belo Horizonte e seus dois filhos (14 e 8 anos) trocaram a casa de 380 metros quadrados por um furgão Sprinter 413, com 12 metros quadrados. A casa móvel tem banheiro (vaso, pia, ducha), cozinha (pia, fogão, microondas, forno, geladeira), um quarto de casal, uma cama de solteiro e um sofá cama.

PANTANAL
A família passou 20 dias no Pantanal onde desceram de bote pelo rio Formoso, fizeram passeio safári, pegaram no rabo de jacarés, deram comida na boca de araras gigantes, conheceram a região pantaneira andando a cavalo, enfim, fizeram os principais passeios turísticos da região. Mas também conheceram um Pantanal que poucos conhecem. Visitaram varias tribos indígenas e puderam comer com eles javali e anta caçada na região. Aprenderam a fazer cerâmica com tribo indígena e a pintar os potes com tinta feita com areia colorida, encontrada na beira de rios. Participaram de um culto evangélico dentro de uma das tribos e puderam compartilhar os louvores da cidade com os participantes. Também conheceram a vida dos pescadores ribeirinhos, que vivem dos peixes do rio. Aprenderam como se pesca com isca de galho, um tipo de pescaria só permitida para o povo ribeirinho e puderam vivenciar um pouco do dia a dia da população.

024_introBOLÍVIA
Logo na chegada a Bolívia, encontraram um rio onde a água sobe do lençol freático fervendo. As crianças puderam brincar com crianças menonitas (descendentes de alemães, do mesmo estilo dos Amish), que não tem uma língua própria e são muito fechados. Aprenderam que na Bolívia a carne é vendida nos mercados sem qualquer tipo de refrigeração. Tanto o boi, quanto o porco e a galinha são levados inteiros para o mercado e todos os pedaços e órgãos são vendidos. As crianças puderam conhecer coisas únicas, que não se encontram mais nas cidades, como os ovos de galinha dentro do animal morto, testículos e pulmão de boi, entre outras coisas. Em Potosí conheceram a mina de prata Cerro Rico, que fez de Potosí uma cidade com mais população que Madri  e Paris, no século XVI, na mesma época.  Viram como é a vida dos mineiros e a triste realidade do povo do país, que são muito pobres e 30% analfabetos. Ainda em Potosí conheceram a Casa de la Moneda, onde se transformavam a prata retirada das minas em moeda. No Salar do Uyuni o frio da madrugada atingiu menos 10 graus. Acordaram com os vidros do motorhome cheios de gelo, da respiração que foi congelada. Conheceram o maior deserto de sal do mundo, lamberam os umbrais dos hotéis feitos totalmente de sal, pegaram cristal de sal nas águas geladas da região. Em Copacabana conheceram o Lago Titicaca, lago navegável mais alto do mundo. Atravessaram de barco para a Isla Del Sol, onde conheceram a historia mítica da criação do povo Inca, através do Deus Sol e da Deusa Lua, que escolheram ali o lugar para iniciar sua população. Ali também conheceram os barcos de Totora, que são feitos de palha trancada e que não afundam, mesmo sendo todo furado.

031_introPERU
Mas, os três meses não foram apenas de alegria. Em Puno, no terceiro dia no Peru, nosso carro foi arrombado e levaram as quatro mochilas onde guardamos todos os documentos e aparelhos eletrônicos e itens de valor. O carro estava em frente ao exercito e nem mesmo o horário de pico, meio dia, impediu a ação dos bandidos. Sem documentos, notebooks, máquinas fotográficas, backups de todas as fotos e filmes da viagem, a família seguiu para Cusco para o Consulado do Brasil. Não conseguimos ajuda no Consulado, mas aproveitamos o privilegio de estar no berço da cultura inca para conhecer Cusco e seus Vales Sagrados, onde subimos e descemos ruínas e ficamos perplexos com a beleza de Machu Pichu. Com o orçamento completamente estourado por causa do roubo, optaram pela viagem super econômica para conhecer Machu Pichu. Para chegar lá, andamos 11 km ate Águas Calientes, passamos a noite num hostel e de madrugada acordamos para durante 2 horas escalarmos as montanhas de Machu Pichu. Sem documentos, a opção foi seguir para Lima, para a embaixada do Brasil. No caminho conhecemos o deserto de Nasca e escalamos vários morros tentando visualizar os geoglifos. Apesar de ver vários traços, os desenhos só podem ser plenamente visualizados sobrevoando de avião. Mais estrada a frente, chegamos em Lima onde pudemos colocar os pés nas águas geladas do Oceano Pacifico.

Foram três meses intensos. Nossos gastos? Gastamos menos na estrada do que estaríamos gastando no Brasil. As crianças estudam a distância em uma escola americana. São apenas os primeiros noventa dias de uma viagem que promete durar 24 meses!

Sobre VAN COM TUDO – Carla, Fernando, Leonardo e Raphael
Uma casa menor por um quintal bem maior. Esta foi a troca que nos motivou a abrir mão de tudo para fazer uma viagem pelo mundo com nossos dois filhos.
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